O QUE É MILIUM?

O QUE É MILIUM?

Oi pessoal tudo bom?

Recebo frequentemente pacientes que buscam o procedimento de limpeza de pele, que afirmam ter um “cravo” que não sai de jeito nenhum.

Durante a anamnese dessa pele, vejo que não se trata de um comedão (cravo) como relatado por esses pacientes, e sim a presença de Miliuns!

Inclusive, alguns pacientes afirmam que possuem “grãos de milho” no rosto. Pelo proximidade da pronúncia da palavra Milium com ‘milho’ (é mais comum do que você imagina).

Mas afinal, o que são Miliuns ?
Existem dois tipos de milium: o primário e o secundário. Miliuns são pequenos cistos epidérmicos, comumente confundidos com comedões fechados (cravo branco). Diferente do comedão fechado, que é composto por sebo, o milium é composto por queratina.

O milium primário aparece geralmente em crianças recém nascidas, e acomete principalmente na região nasal, mas pode aparecer em outras áreas. Desaparece da pele dentro de alguns dias.

O milium secundário acomete homens e mulheres, pode ser encontrado em qualquer parte do corpo, mas geralmente a incidência maior é na região do rosto.

Mas o que pode causar esse cisto epidérmico?

Bem, pode ser uma disposição genética ou resultado de um processo de cicatrização local.

Sua formação se dá pela proliferação de células da epiderme, dentro da derme. É uma lesão benigna, na maioria das vezes são bem pequenas, mas podem crescer.

Sua remoção deve ser sempre realizada por um profissional esteticista durante o procedimento de limpeza de pele, após a emoliência, com a ajuda de uma agulha descartável.
Reparem que a coloração e aspecto dele são bem semelhantes à uma pústula (espinha): coloração branca/amarelada, formato da lesão, vermelhidão. Como podem visualizar na imagem acima, à esquerda temos um milium e à direita como a pele ficou após a extração.

O que vai diferenciar nesse caso são dois fatores: ausência de dor/coceira na lesão e dificuldade em extrair.

 

O corpo da lesão, que nada mais é do que queratina, é bem rígido. Após sua extração é feita uma cauterização com o aparelho de alta frequência.

No caso de lesões na pálpebra, ou muito próximas dos olhos, prefiro não extrair por serem regiões delicadas e de risco – afinal, vamos trabalhar com agulha – e encaminho para o médico dermatologista de minha confiança.

Nem todo milium é fácil de ser extraído. Quando me deparo com algum muito resistente eu tento extrair até certo ponto, com cautela para não ferir meu paciente, mas se não conseguir eu respeito o limite da pele (edema na lesão) e deixo para uma próxima sessão. Dependendo do caso e tipo de pele, realizo um peeling químico em outra ocasião para afinar a pele, facilitando assim a extração na próxima limpeza de pele.

Com o tempo, algumas lesões podem voltar a se formar no mesmo local de onde foram extraídas. Para evitar que isso ocorra o paciente deve realizar uma esfoliação 1x por semana e estar em dia com sua limpeza de pele.



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